terça-feira, 27 de abril de 2010

Festa no mundo das fadas

Além da montanha encantada, em um mundo de sonhos e fantasias.
Lá onde finda o arco-íris a esquerda do pote de ouro.

Os Padrinhos Mágicos organizam uma festa no mundo das fadas.

Duendes, fadas e gnomos deambulam nestes pastos em flores colhendo néctares para beber com seus amores.

Pégasus pairam sob céu de brigadeiro cor de anis, grifos descansam na copa das Árvores das Almas, elfos cavalgam as costas de grandes centauros.

O rouxinol canta sua linda canção no galho da Árvore do Fruto Proibido.

Acorda Cinderela! Vá receber os Setes Anões que seguindo a tiracolo vem o Gato de Botas contando suas aventuras com o Marquês de Carabá.

Logo atrás vem a Fera com sapos saltitantes esperando o beijo da Bela donzela para se tornarem os lindos príncipes que foram antes.

Lá fora a Feiticeira Branca enfeita com neve este país das maravilhas. Brinca com a neve, que se confunde com a Branca de Neve.

A pequena Bailarina dança com seu pesado amigo de chumbo ao som de três ratinhos e seu bumbo.

Chapeuzinho e o lobo colhem quitutes ajudados pelas formiguinhas ao som da bela voz da Cigarra.

João e Maria, Vovó e o Lenhador foram até a floresta buscar a lenha pra esta festa encantada.
Estes como sempre se perderam, pois alguém comeu os pedacinhos de pães que Maria deixava.

O Ratinho cozinheiro, o Padeiro e seu fiel ajudante, o Homem-Biscoito, já estão terminando os comes e bebes.

Os coelhos, ajudados pelos Oompa-Loompas, fazem os ovos a beira do rio de chocolate gentilmente cedido pelo Sr. Willy Wonka.

Os Três Ursos foram passear na floresta, mas desta vez levaram a Cachinhos Dourados para que ela não comesse tudo antes de começar.

Papai Noel e seus ajudantes estão terminando as prendas. A pichorra já está pronta.
E aquela rena não para de espirrar. Seu nariz já está vermelho de novo.

Seu Gepeto limpa as mesas enquanto o Pinóquio pede a Fada Madrinha para ser um menino de verdade.

A Bruxa Malvada que de malvada não tem nada. Trouxe as maçãs para o ponche de hidromel.
Mas nunca se esquece de perguntar ao espelho:
        "Existe outra festa mais animada do que esta?"

O Coelho Branco diz que está tudo atrasado. Que não vai dar tempo enquanto toma um chá com o Chapeleiro Louco e a Lebre de Março para comemorar seu desaniversário.

Atrasado mesmo está a Lebre que já cansou de esperar a sua amiga Tartaruga. Acho que chegarão amanhã. No fim da festa.

O Ogro e o Burro foram escalados para serem os animadores da festa enquanto Dom Quixote só sabe dar palpites.

Ah! E os músicos gauleses já estão cantando:

        “Bailam corujas e pirilampos
        entre os sacis e as fadas.
        E lá no fundo azul
        na noite da floresta.
        A lua iluminou
        a dança, a roda, a festa.”

Neste mundo de sonhos e fantasias, cada um faz sua parte.
A noite vai ter festa na floresta.

Venha. Esteja convidado.
Basta fechar os olhos e sentar ao lado da fogueira que o Sr. João acendeu com a ajuda do encantado Dragão.


Para quem não conhece a música que os gauleses estão cantando. Segue o clipe.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Com o tempo

Com o tempo ...
    ... aprendi a amar.
    ... aprendi a odiar.
    ... aprendi que para a amizade não existe idade.
    ... descobri o abrigo em um grande amigo.
    ... aprendi que não ha paz na terra sem antes viver a guerra.
    ... aprendi o que é saudade.
    ... aprendi sobre a maldade.
    ... aprendi a viver em solidão.
    ... vi aquele que rouba o coração.
    ... aprendi a esquecer.
    ... apagar as dores deste ser.
    ... reviver lembranças esquecidas.
    ... aprendi a matar.
    ... aprendi a deixar viver.
    ... vi que as cartas amarelam.
    ... as crianças crescem.
    ... vi que as rugas aparecem.
    ... tenho roupas que não mais servem.
    ... vi pessoas apodrecerem como frutas não colhidas.
    ... vi amigos morrerem.
    ... vi meus ídolos de infância morreram.
    ... vi estranhos morreram.
    ... descobri que para ser feliz com alguém tenho que não precisar deste alguém.
    ... descobri que não posso voltar atrás.
    ... descobri que estou sempre atrasado.
    ... descobri que este segundo já é passado.
    ... descobri que fiquei mais velho ao final deste poema.
    ... e que tu que lês também.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Choro de Criança

Criança que acorda em desespero
Chorando em meio à noite sombria
Foi apenas um sonho efêmero
Nunca te faltará minha companhia

Sozinha em teu quarto
Com teu sonho de criança
Sempre teve em seu coração
O amor como esperança

Eu como tua mãe
Eu como teu pai
Não importa qual eu eu serei
Ao teu lado sempre estarei

Em seu desespero, demonstrei meu carinho
Ensinar-te-ei a trilhar seu próprio caminho
Não tema. Foi apenas um sonho de criança
Protegerei-te nesta noite que em sonhos avança

Muro

Estava escrito no muro
Aqui? Não teremos futuro
Aqui? Não estamos seguro
Aqui? Nunca seremos puro

Por trás deste muro
Ouço uivos de alma perdida
Pode ser que lá seja o abatedouro
Anunciando o adeus desta pobre vida

No interior deste muro
Nossa última morada
Mas nunca te censuro
A vida aqui. Está acabada

Muro que separa a vida da morte
Queria eu ficar do lado de fora
Mesmo com esta falta de sorte
Um dia chegará a minha hora

terça-feira, 20 de abril de 2010

Números

Zero. Sou o nada.
    Uma obra não acabada.

Um. Sou o eu, é você.
    Estamos a nossa mercê.

Dois é o par perfeito.
    Não vejo nenhum defeito.

Três a Santíssima trindade.
    A terceira idade.

Quatro pontos cardeais.
    Levam-nos a direções banais.

Cinco são meus sentidos.
    Todos eles conhecidos.

Seis. No jogo de dados
     Conte os meus lados

Sete pecados capitais
    Sete notas musicais.

Oito sou teu infinito.
    Um equilíbrio distinto.

Nove são os círculos que irás atravessar.
    Sou o fim que acabou de começar.

Dez são os mandamentos.
    A cada dez conte teus centos.

Onze, somos gêmeos.
    Se olhares bem somos idênticos.

Doze meses no ano.
    Neste calendário Juliano.

Treze, se te dou azar.
    É melhor não questionar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sentada ao meu lado

Menina sentada ao meu lado
Iremos juntos lado a lado
Cada qual com seu jeito calado
Em uma noite de céu estrelado

Seguiremos junto nossa trajetória
Sem ao menos saber teu nome
Mas sua face levarei na memória
Com o caminho que nos consome

Cada uma com sua vida
Nossa riqueza, nossa pobreza
Talvez uma paixão bandida
Nossa alegria, nossa tristeza

Chegaremos ao nosso destino
Cada um seguirá seu caminho
Olharei para trás de fininho
Mas será apenas um desatino

quinta-feira, 15 de abril de 2010

À noite

Lua sombria...
     noite tão fria
Estrelas cadentes...
     fadas dos dentes

Morcegos voando...
     guinchando em bando
Vagalumes distantes...
     luzes brilhantes

Cometa no céu...
     sua calda, seu véu
Fogo fátuo...
     não queima de fato

Pessoas nas camas...
     procurando suas damas
Tenho que ir...
     hora de dormir

Fim de tarde (dueto)

Um fim de tarde
A tristeza bate
Invade meu peito
E me deixa sem jeito

Não sei o que faço
Talvez eu chore
Pois não sou de aço
Quem sabe eu melhore

Na vida tudo passa
Com calma se ajeita
Eu corro atrás do tempo
Não me abala o contratempo

À tarde que não se finda
Gostaria que acabasse agora
Mas é uma tarde tão linda
Traz novas forças, revigora

Nesse momento mágico
Lembro-me de seu encanto
O seu jeito de me olhar
Gostaria tanto poder te amar...

Seria o amor proibido
Feito as escondidas
Passaria despercebido
As coisas acontecidas

Mas e os corações
Machucar-se-iam com o tempo
Poderíamos perder o amor e conquistar o ódio
E onde isso tudo acabaria?

Uma vez me disseram que amor e ódio andam juntos
Uma linha tênue separa os dois
Não teríamos o ódio com seus desencantos
Mas na memória só o amor de nos dois

Mas e os momentos em que não pudesse te ter?
Meu coração se machucaria
Meu corpo desejaria o seu
E minha mente todos os dias me culparia

A mente e coração não combinam
Pelas ruas do amor andam separadas
A mente com suas ilusões alucinam
E o coração te põe de mão atadas

O coração não se engana
E de tanto procurar alguém que o ame
Uma hora desencanta
E morre numa jaula de solidão extrema

Deixe seu coração se apaixonar
Isso não faz mal a ninguém
Mas tenha em mente que nada vai durar
Nunca chegará além

Por você eu não posso
Por você eu não quero
Tenho medo de me entregar
Meu coração não vai agüentar

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Brasil. Um país de toLos

Gostaria de foder o povo deste fim de mundo.
Assim como o presidente fode o país desta gente sofrida em uma vida tão mal vivida.
Que não agüenta mais nossos governantes com tanto tesão fodendo a nação.
O cú do mundo? Tenho certeza é aqui. Nunca vi tanta merda saindo de um buraco só.
Para cada lei, cada decreto assinado é vendido um rolo de papel higiênico.
Não seria mais simples vender um vidro de arsênico?
É tanto imposto que só serve para encher o cú de dinheiro, que não o meu, pois eu vivo neste constante desgosto.
Não sei mais como limpar esta bunda imunda, talvez com detergente. Mas quem deveria fazer isso? Não seria nossa polícia que pagamos para deter gente?
Esta gente que ninguém pode deter que na merda está sempre a se esconder. Por lá encontram seus companheiros que na sua cueca branca carregam o teu dinheiro.
Mas por trás disso tudo, tire sua cueca, verás neste fundo o rastro de merda da parte que me cabe deste latifúndio.
Não sei onde eu estava com a cabeça quando coloquei a tartaruga em cima do poste. Talvez no rabo de uma prostituta chamada Brasil, a maldita mãe gentil de nosso governo batuta.
Já não aquento mais tantas dores de cabeça, com certeza é verminose.
Não adianta mais tomar doril, tomarei licor de cacau Xavier. Quiçá matar estes vermes.
E assim que eu puder mandarei pra puta que pariu.
O pobre governo de um país chamado Brasil.

Luar do sertão.

Crepúsculo...
Sol que pinta o céu de laranja
Anuncia a chegada da noite,
Trazendo juntos os pirilampos
Vagalumes que iluminam os campos

Na varanda da casa
Vejo-te se por no horizonte
Sabiá chilreia em seu ninho
O gado já foi recolhido
A onça bebendo água da fonte

É chegada a noite...
Cobre o céu com seu negro véu
Surge a lua noutro horizonte,
Brinda ao céu com teu amor fraterno
Brinda o mundo com teu brilho terno

Luar do meu sertão.
Tua lua enamorada, tua lua cheia
No banco da praça entre ameia
Casais cochicham juras de amor e paixão.
Cachorros latem, mas não mordem
Para aqueles que passam em desordem.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sou caipira

Nasci lá no mato
No meio de tantos bichos
A beira de um manso regato
Lugar separado em nichos

Meu coração é sertanejo
Levanto cedo e começo a lida
A noite junto ao cortejo
Na viola cantar a vida

Aqui neste meu sertão
Tenho a maior riqueza
Levo a vida de um sultão
Vivo junto à natureza

Hoje vivo na cidade
Lugar de gente estressada
Já começam na mocidade
Vive sempre atrasada

Quero pro sertão voltar
Aqui não tenho tanta beleza
Mas levarei junto minha riqueza
O pouco que consegui conquistar

Medo do escuro

Tenho medo do escuro
Vejo-o como meu futuro
Nele nada consigo enxergar
Apenas para ele caminhar.

De monstros embaixo da cama
Que com suas garras pontudas
Puxam-me para a sua chama
Com suas mãos grandes e peludas

Quando assisto a filmes de terror
Quando converso sobre fantasma
Quando perco um amor
Tenho ate crises de asma

No escuro não vejo nada
Mas sei que alguém me segue
Caminho rápido pela calçada
Atrás de mim nada persegue

Vivo a vida com meus medos
Só não tenho medo de amar
Para o azar eu cruzo os dedos
Para os males sigo a cantar

domingo, 11 de abril de 2010

Se beber. Não dirija

Lembra daquele dia que saímos para o barzinho? Para azararmos, curtir a noite. Eu lembro até hoje que iríamos comemorar que você tirou a carteira de motorista e seu pai deixou você pegar o carro dele. Lá fomos nós. Lembro de você alegre, a gente estava se divertindo... Dirigindo com cuidado... Respeitando sinais... respeitando os pedestres. Quando chegamos você mesmo estacionou. Nem quis deixar o manobrista fazer o trabalho dele. Lembro que lá dentro conhecemos duas pessoas interessantes. Ficamos nos quatro conversando. Uma cerveja, duas... Uma caipirinha, duas... E assim foi. A noite toda. Por volta das três saímos e fomos para o carro. Lembro de uma cena engraçada. Você estava tão mal que não conseguia abrir a porta do carro. Foi muito hilário.
...
Depois disso não me lembro de muita coisa. Apenas de sentir o carro derrapando... Cheiro de borracha queimada... Muito barulho, sirene, gritos. Gente correndo de um lado para o outro. Lembro de uma senhora que chorava apontando pra nós e dizendo que havíamos matado a filha dela. É... Você atropelou mãe e filha que atravessavam a rua... Sinal fechado.
Na sua tentativa vã de desviar acabou batendo. Lembro do carro ter capotado. Desmaiei. Quando acordei. Estava no hospital. Disseram-me que você tinha acabado de morrer... Não agüentou.
Quanto a mim, minhas pernas ficaram presas nas ferragens. Tiveram que cortar para tentar salvar o que sobrou de mim. Hoje eu continuo caminhando...
Meus passos? Não sei onde estão. Meu corpo hoje é levado nos braços. Mas não te culpo. O que você perdeu foi mais precioso. O que seus pais perderam foi mais precioso. Eu sigo minha vida e... Todo dia quando levanto e não toco mais os pés no chão eu me lembro daquela noite.


Se for beber e dirigir. Não me chame.
          Chame um taxi. Sai mais barato.
Se for beber e se divertir.
          Opa! Estou pronto pra ir.







Assista ao vídeo.
A música é Everybody Hurts do R.E.M.
Letra e tradução abaixo do vídeo.



Everybody Hurts

Todo Mundo Se Machuca

When your day is longQuando seu dia é longo
And the night the night is yours aloneE a noite - a noite é solitária,
When you're sure you've had enough of this lifeQuando você tem certeza de que já teve o bastante desta vida,
Hang onContinue em frente
Don't let yourself goNão desista de si mesmo,
'Cause everybody criesPois todo mundo chora
And everybody hurts, sometimesE todo mundo se machuca, às vezes...
Sometimes everything is wrongÀs vezes tudo está errado,
Now it's time to sing alongAgora é hora de cantar sozinho.
When your day is night alone (Hold on, hold on)Quando seu dia é uma noite solitária (aguente firme, aguente firme)
If you feel like letting go (Hold on)Se você tiver vontade de desistir (aguente firme)
If you think you've had too much of this lifeSe você achar que teve demais desta vida,
To hang onPara prosseguir...
'Cause everybody hurtsPois todo mundo se machuca,
Take comfort in your friendsConsiga conforto em seus amigos.
Everybody hurtsTodo mundo se machuca...
Don't throw your hand, oh noNão se resigne, oh, não!
Don't throw your handNão se resigne
If you feel like you're aloneQuando você sentir como se estivesse sozinho.
No, no, no, you're not aloneNão, não, não, você não está sozinho...
If you're on your own in this lifeSe você está sozinho nessa vida,
The days and nights are longOs dias e noites são longos,
When you think you've had too much of this lifeQuando você sente que teve demais dessa vida para
To hang onseguir em frente
Well, everybody hurtsBem, todo mundo se machuca
Sometimes, everybody criesÀs vezes, todo mundo chora
And everybody hurts, sometimesE todo mundo se machuca, às vezes
But everybody hurts, sometimesMas todo mundo se machuca, às vezes
So hold onEntão aguente firme
(7x)(7x)
Hold onAguente firme, aguente firme...
Everybody hurtsTodo mundo se machuca
You're not aloneVocê não está sozinho

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Frágil boneca de porcelana

Conheço uma boneca de porcelana
Vejo-a como vejo minha vida
Frágil... bonita... Humana
Instigante... Misteriosa... Atrevida

Pintura perfeita em teu rosto delicado
Teu detalhe é bem trabalhado
Perfeita para um filme de cinema
Perfeita para linhas de um poema

Sinto ao dizer que é frágil sua porcelana
Ao mais simples toque se despedaçaria
Feita por delicada mão cigana
Foi trocada por uma ninharia

Queria eu ver seu interior.
Será apenas um vazio?
Talvez guardas a sua dor.
De um grande amor sombrio.

Apesar de incomparável encanto
Com ela eu nunca brincaria
Vive só em seu canto.
             -Como relíquia ou como velharia?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Transa Comigo

Venha com tudo!
Venha sem nada, desnuda, tesuda, excitada.
Venha toda faceira, venha fazer besteira.
Venha transar comigo a noite inteira.
Em seu corpo sedutor, serei teu condutor.
Beberei o teu suor. Nenhuma gota deixarei se perder...
      Pois toda a extensão de seu corpo irei lamber.
             Num banho de gato... Preencherei teu hiato.
                     Irei tomar do seu leite em seu prato.
Beijar teu pescoço, tocar sua pele com minha língua quente. Deixar sua vagina ardente
Sentirei o aroma que exala e o sabor que não cala.
Abraça-me...
        Sinta o calor do nosso abraço. Deixe a excitação tomar conta de nós.
Meu corpo tocar o seu. Seus seios esfregando em meu peito. Nossos corpos nus, tão juntos que nada passa.
Arranho suas costas. Aperta minha bunda. Empurra-me pra dentro de ti. Enlaça-me com suas pernas num abraço insano.
Em sua gruta penetrarei meu pênis... Levar-te-ei ao gênesis.
Apenas Sinta...
        Sinta meu corpo dentro do seu.
  Neste vai e vem que parece não ter fim. Sinto-te úmida como molhado jasmim.
Sinta-me quente como a água do mar sob o sol fervente.
Já pode sentir meu jato de líquido branco e viscoso...
Gozaremos juntos e gozaremos gostoso.
Urra, treme junto ao meu gozo.
Coloca pra fora um pouco de nós. Deixar de lado os contras e só ter os prós.
Deitar junto lado a lado...
        Fechar os olhos e descansar abraçado.

Até adormecer...
    Até o amanhecer.

Relembrei

Ah! Vou te contar...
Relembrei um de nossos dias...
É... Relembrei daquele dia que passeando pela calçada
... chegamos a nosso destino.

Relembrei do desejo que nos tomou
... do beijo que marcou.

Embaixo da árvore, a noite enluarada,
de fundo a música mais linda estava sendo tocada.
Evidências de um amor que estava nascendo.

Aquele beijo nos fez desejar um ao outro.
Naquela noite desejamos viver um amor.
Matar a fome de nossos corpos.
Toque... pele... cheiro... Um bandido sedutor traiçoeiro...

Depois daquele noite apenas relembro dos sonhos que se perderam.
Talvez o sentimento não fosse assim tão verdadeiro.
Tua partida, meu desespero. Ficou em mim apenas o teu cheiro.

Hoje em minhas lembranças apenas os lamentos dos sonhos que ainda existem em meus pensamentos.

E naquela rua apenas a lembrança de um simples momento de esperança.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O jogo de truco

O jogo de truco
É um jogo maneiro
Às vezes grito turco
Pra te deixar cabreiro

Dizem que é o jogo da mentira
Mas eu só falo a verdade
Se eu trucar com zap você pira
Eu não jogo com falsidade

Se você gritar truco eu grito seis
De costume escondi o meu três
Deixei minha vez pro parceiro
Que matou com o zap certeiro

Ate doze vai esta rodada
Onze a onze é mão de ferro
Vamos jogar de carta virada
Não quero ouvir nenhum berro

Assim o truco vou jogando
Em qualquer canto da cidade
Basta seguir brincando
Qu’este jogo não tem idade

Anjo da Guarda



Sou teu anjo da guarda
Minha missão é te proteger
Vestirei minha melhor farda
E ao teu lado me fortalecer

Carregar-te-ei sempre em meus braços
Ouvirei sempre teu chamado
Caminharei sempre em teus passos
Amar-te-ei sem ser amado


Secarei os teus prantos
Sem saber por que chora
Por quais motivos tantos
Quero te fazer feliz agora


Se tu fores ao inferno
Buscarei tua alma perdida
Lá não terás as noites de inverno
Ao teu lado só alma sofrida

Sou teu anjo da guarda
Sem ti nunca voltarei
Mesmo que no fogo eu arda
Eternamente ao teu lado ficarei


No dia de sua verdadeira morte
Estarei de novo ao seu lado
Neste dia terei que ser forte
Pois no mundo estará tudo acabado

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sentimento Perdido

Por mais que eu minta pra mim
Este meu amor não terá fim
Só queria ouvir você dizer que sim
Só queria ter você pra mim

Sentir teu corpo junto ao meu
Deixar você me chamar de seu
Junto de você gozar
Sem medo de apaixonar

Nunca vou te esquecer
Seu corpo junto ao meu aquecer
Ao seu lado aprender a viver
Misturando meu eu ao seu ser

Mas guardarei este sentimento
Este sentimento perdido
Que me causa tormento
Por ser tão proibido

Eu não posso te ter



















Te amo,
Te quero,
Mas não posso te ter...

A cada dia que te vejo,
Mais te desejo,
Mais eu quero o teu beijo,
Mas eu não posso querer,
Eu não posso te ter...

Tanto tempo passou,
Nada mudou,
E eu não posso te ter...

Meu desespero é abafado,
Pela esperança que ainda caminha ao meu lado,
Mas eu não posso te ter...

Depois de tanta dor,
De tanto amor,
Eu não posso te ter...

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa

Na Páscoa comemoramos o renascimento
Daquele que chamamos de Jesus
Que por nós morreu em sofrimento
Pregado numa pesada cruz

Para o comércio ganancioso
É o dia de muito dinheiro
Vendendo o chocolate gostoso
Para o mundo inteiro

O coelho é seu símbolo
Representa a fertilidade
Que neste mundo malévolo
Não passa de futilidade

Para este mundo eu sou ateu
Não acredito mais no renascimento
Seu sentido em ganância converteu
Perdeu-se o verdadeiro sentimento

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Tenho a chave em minha mão

Tenho a chave em minha mão
A chave para um mundo de alguém.
A chave que abre a porta da prisão
Uma chave que pertence a ninguém.

A chave que abre a porta do coração.
A chave da riqueza ou de nenhum vintém.
A chave da liberdade de expressão.
De mulheres num harém.

Abrir os portões do céu.
Quiçá encontrar um amigo.
Que dividiu comigo o amargo fel.
Para vivermos no mesmo abrigo.

A chave não posso dar.
Somente a teve quem já amou.
Faça meios de a tua ganhar
Não a roube de quem por ti chorou.

Não sabemos para que usar.
Apenas na minha mão a tenho.
Nunca pude a chave recusar.
Apenas da curiosidade me contenho.

Sentir

Não preciso te beijar para sentir seu beijo.
        Sinto seu beijo no acordar de manhã;
        Na brisa fria das noites de inverno.

Não preciso te cheirar para sentir seu cheiro.
        Sinto seu cheiro nas flores do meu jardim;
        No cheiro de café fresco no bule quente.

Não preciso te tocar para sentir sua pele.
        Sinto sua pele no toque da seda;
        No toque da pétala de uma rosa.

Não preciso te ver para saber que você existe.
        Sei que você existe ao sentir o ar que respiro;
        No vento que não vejo mais que sopra em meu rosto.

Não preciso te ouvir para escutar sua voz.
        Posso te ouvir no canto alegre dos pássaros;
        Na música que gosto de ouvir.

Não preciso dos seus lábios para ver seu sorriso.
        Vejo seu sorriso na felicidade inocente de uma criança;
        No reencontro dos melhores amigos.

Não preciso sentir a batida do seu coração para o meu bater.
        Posso sentir na batida do tambor;
        Na bateria do rock’n roll.

Não preciso sentir teu calor para me aquecer.
        Posso senti-lo ao lado da lareira;
        No fogo crepitante da fogueira de são João.

Posso sentir os seus sentimentos, suas alegrias e suas tristezas.
Mas nunca vou poder sentir a alegria de ter você para compartilharmos o tudo que posso sentir.

Se eu não tivesse te contado























Se eu não tivesse te contado
Você não teria me perdoado
Tudo estaria acabado
Eu me sentiria derrotado

Não saberia o quanto sou amado
Não teria de novo me apaixonado
Não teria mais você ao meu lado
Meu coração estaria despedaçado

Meu sentimento jogado
Pra’um amor em vão dedicado
Em um mundo abalado
Em meu canto apertado

Eu teria sido abandonado
Eu teria de dor gritado
Então eu morreria calado
Se eu não tivesse te contado

Desde que você foi embora


Desde que você foi embora
A lua deixou de brilhar
Não vejo mais o romper da aurora
Não sei mais como dançar

Desde que você foi embora
Emoções foram jogadas ao vento
Minha vida coloquei porta afora
Passei a viver em sofrimento

Desde que você foi embora
Não tenho desejo de acordar
A menina de meus olhos só chora
Não ouço mais os pássaros cantar

Desde que você foi embora
As noites se tornaram longas e frias
Um segundo se passa em uma hora
Tristes e pesados são meus dias

Desde que você foi embora
Meu coração deixou de bater
Só tenho pesadelos agora
Talvez fosse melhor morrer